Carência

Ainda incorporando o espírito terapeuta sentimental barata, estive refletindo sobre a carência.

A carência é o grande mal da humanidade. Nós, animais irracionais que somos, guiados na maioria das vezes apenas pelo coração, e raramente pela razão, nos deixamos cometer atitudes ridículas por pura carência.

O primeiro sintoma de carência crônica é o ataque de estrelismo. Pessoas que fazem de um tudo para aparecer nada mais são que carentes incuráveis. Atualizações do orkut de hora em hora, nicks melodramáticos no MSN, ou pior, frases clichês, do tipo "não trate como prioridade quem te trata como opção". Tudo carência, solidão.

Mania de chamar todo mundo de "amigoooo"; "miga"; "miguxo"; "amor"; etc. Esse puxa-saquismo exagerado é pura falsidade e, novamente, carência, vazio.

Câmera fotográfica sempre à mão. Seja para um passeio no shopping ou no trabalho. Crise de "tenho que fotografar tudo para mostrar como minha vida é badalada".

Excesso de vaidade, como uma hora de maquiagem todo dia, não sair de casa sem chapinha, ter que comprar roupas compulsivamente. Carência. Sentimento de que ninguém a achará bonita sem milhares de artificialidades.

Sorrisos forçados e necessidade de agradar a gregos e troianos. Falsidade e carência extremas.

Não saber ficar sozinha, em ambos os sentidos, inclusive no sentido de solteira; achar que todo homem que aparece é para a vida toda; achar que se "perder" esse, nunca mais vai encontrar ninguém. Preciso repetir o que é?

Por carência, pessoas traem, magoam, sofrem. Será esse um mal incurável?

7 transtornados opinaram:

+ Camila + disse...

Oi!! achei seu blog através do "Homem é tudo palhaço" e gostei muito daqui também. Parabéns. Olha, sinceramente, acho que isso que você falou de "Por carência, pessoas traem, magoam, sofrem.", é sim um mal incurável, mas daqueles que as pessoas fazem questão de não curar e seguem ferindo, ferindo. É complicado... Beijos. Lindo blog!!

Gabriel disse...

Vixe... acabei de ver que maisa da metade das pessoas que eu conheço são carentes... mas a cura é simples, por mais ridículo que seja. É atenção - ok, capitão óbvio. Mas, ao passo que esá todo mundo cego por atenção, as pessoas só vão focando ainda mais o próprio ego e não dando atenção uns aos outros, formando um círculo vicioso.... O.O

Depende dos não carentes começarem a dar um pouco de trela pro pessoal "blasé"... mas também, haja saco pra aguentar um "Oi, olha como eu sou legal porque faço coisas legais, olha!"

Vixe... me passei... =p

Liana disse...

carência é foda!

Nathália Reis Ramos disse...

concordo contigo, mas acho que isso tudo que você citou não se dá só pela carência, mas principalmente pela imaturidade.

Sah disse...

Nossa ... acabei de reconhecer que eu já fui muito carente! ( risos )
Este post tem muito a ver com aquele outro sobre "máscaras" que você escreveu há uns dias atrás.

Concordo com o que o Gabriel disse "aí em cima" e acho que isso é um círculo vicioso, mas por outra razão: a maioria das pessoas não toleram pessoas carentes e ao invés de dar atenção, ignoram, e ao passo que essas pessoas são ignoradas, mais carentes ficam e mais coisas absurdas fazem em busca de atenção. A cura para a carência na minha opinião é que as pessoas acordem e por mais que queiram ter a atenção e o afeto de todos a maior e mais gratificante atenção é aquela que damos a nos mesmos, sem egocentrismo. Quando nos respeitamos e nos gostamos, conseguimos o respeito e o afeto de todos. E se não conseguirmos também, foda-se. Temos a nós mesmos!

Beijos!

Diego Fávero disse...

vc tá carente?rs
pra mim, carência é algo da "sua" cabeça, ou melhor, da cabeça da pessoa; essas acham que estão carentes por falta de uma auto-afirmação de seu ego. Carência é instabilidade em pensamentos positivos e coerentes. beijos ;)

Nanda disse...

Nossa. Realmente é mais fácil e você terá menos dor de cabeça se ignorar uma pessoa carente. Digo por experiência própria. Tenho uma amiga que é EXTREMAMENTE carente e sempre procurei atendê-la. Acontece que ela acaba confundindo as coisas e acaba querendo me cobrar mais do que meus pais ou ex-namorados faziam. E conversas sobre isso não adiantavam. A solução:me distanciei. Infelizmente desisti de manter uma amizade que me sufocasse.

Sou sempre eu mesma, mas não sou sempre a mesma!.
 
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