Prêmios!!!

Gente, como eu sou relapsa! Perdoem-me. Mas, já dizia o velho deitado ditado: "antes tarde que nunca".

Então, venho me redimir e postar hoje nada menos que dois premiozinhos que ganhei das queridíssimas Sah, do Coisas e Coisinhas, e da Mel, do Avulsilidades Cotidianas.

O primeiro é o selinho Violeta, que é concedido ao blog que possui alguma das sensações da cor, como magia, encantamento, graciosidade, magnetismo, e tudo aquilo que parece mágico!

Fico extremamente honrada, e seguem abaixo as regras e a minha parte no "trato"!

Quem recebe este prêmio deve:

- Exibir o selo "Violeta" no seu blog com as regras.
- Indicar quantos blogs você quiser, que você considera violeta.
- Avisar os indicados. Não se esqueça disso!
- Escreva dois poderes mágicos que você já imaginou ter e ficou horas planejando o que faria se os tivesse.


Gente, vou falar a real. Se eu tivesse poderes mágicos, unzinho que fosse, não ia prestar. Mas, anyway, eu gostaria de poder parar o tempo, como o Hiro Nakamura do seriado Heroes (para quem nunca assistiu, recomendo), e ler mentes, como a própria Jean Grey encarnada da Fênix.

Se eu pudesse parar o tempo, acho que conseguiria aproveitar melhor certos momentos que são únicos... acredito que isso não precisa de explicações longas.

E se eu pudesse ler mentes, quem sabe eu deixaria de me decepcionar tanto com as pessoas, pois mesmo tendo um senso crítico muito aguçado, ainda me deixo enganar por falsidades vez ou outra. É isso aí.


Agora, vamos ao segundo presentinho.

First, as regrinhas:

1. Exibir o selinho em seu blog.
2. Postar o link do blog que te indicou.
3. Listar 5 desejos de consumo que a deixariam mais glamourosa.
4. Indicar 10 amigas glamourosas e avisá-las que foram escolhidas.

Bom, tem algumas coisinhas que me deixariam muito glamourosa... vamos lá:

1. Um Porsche Carrera GT, porque ninguém é de ferro.


2. Uma humilde residência com um pouco de luxo e conforto.


3. Um casaco chiquetésimo para as ocasiões especiais.

4. Uma bota vermelha envernizada e de salto bem alto.

5. Um pouco de charme. Poderia ser o da Angelina Jolie.



Obs: Sonhar não mata!



Agora, vou listar os meus indicados... deixo à vontade para cada blog escolher o prêmio que quiser, ou ambos...

Vamos lá!

Coisas e Coisinhas

Life is a drag

Avulsilidades cotidianas

Rose, a Rosa

386 pontos

Cansada de ser boazinha


Então, é isso aí.

Carência

Ainda incorporando o espírito terapeuta sentimental barata, estive refletindo sobre a carência.

A carência é o grande mal da humanidade. Nós, animais irracionais que somos, guiados na maioria das vezes apenas pelo coração, e raramente pela razão, nos deixamos cometer atitudes ridículas por pura carência.

O primeiro sintoma de carência crônica é o ataque de estrelismo. Pessoas que fazem de um tudo para aparecer nada mais são que carentes incuráveis. Atualizações do orkut de hora em hora, nicks melodramáticos no MSN, ou pior, frases clichês, do tipo "não trate como prioridade quem te trata como opção". Tudo carência, solidão.

Mania de chamar todo mundo de "amigoooo"; "miga"; "miguxo"; "amor"; etc. Esse puxa-saquismo exagerado é pura falsidade e, novamente, carência, vazio.

Câmera fotográfica sempre à mão. Seja para um passeio no shopping ou no trabalho. Crise de "tenho que fotografar tudo para mostrar como minha vida é badalada".

Excesso de vaidade, como uma hora de maquiagem todo dia, não sair de casa sem chapinha, ter que comprar roupas compulsivamente. Carência. Sentimento de que ninguém a achará bonita sem milhares de artificialidades.

Sorrisos forçados e necessidade de agradar a gregos e troianos. Falsidade e carência extremas.

Não saber ficar sozinha, em ambos os sentidos, inclusive no sentido de solteira; achar que todo homem que aparece é para a vida toda; achar que se "perder" esse, nunca mais vai encontrar ninguém. Preciso repetir o que é?

Por carência, pessoas traem, magoam, sofrem. Será esse um mal incurável?

Desisto

Embora eu deteste dar conselhos sentimentais, muita gente insiste em me fazer de terapeuta e me contar seus problemas referentes a relacionamentos amorosos e perguntar o que eu acho.

Até aí, tudo bem, eu sou boa ouvinte. E acho que até não sou tão ruim no quesito conselhos, porque sempre procuro analisar os dois lados.

Mas tem gente que me cansa. Tem gente que simplesmente não quer ser ajudada.

Explico.

Quando alguém me procura para conversar sobre seu rolo/ficante/namorado/noivo ou qualquer coisa que o valha, eu evito dizer frases radicais, como: "que filho da puta!"; "mete um pé na bunda dele!"; "acorda, você deve ser corna", e coisas semelhantes.

Mas, de maneira sutil, tento fazer a pessoa perceber certos sinais. Ou seja, tem gente que radicaliza demais. Ou por ser muito cego/tapado e achar que seu namorado/etc. é um santo, quando é um galinha, ou por achar que é um cafajeste -- quando também não é o caso. Então, de uma forma bem tranquila, eu procuro moderar as coisas, e não incentivar a pessoa a fazer uma tempestade em copo d'água, ou a tapar os olhos para tudo.

Tenho uma amiga que adora alugar meu ouvido (e olhos, pelo MSN) com as histórias mais repetitivas acerca dos caras com quem ela se envolve. Até pouco tempo atrás, ela namorava um cara muito sossegado, gente boa, de quem ela pegava no pé até fazer calo. Ela não deixava o coitado respirar.

Foi só terminar com ele -- depois de quatro anos de namoro --, e não deu meia hora para ela se envolver com um cara bem mais velho, de profissão típica de canalhas (sim, isso existe), e, pior, enrolado com uma suposta namorada há mais de 10 anos. Desde o começo, a história era toda muito esquisita. Mas ela jurava que tinha encontrado o príncipe do cavalo branco.

De maneira gentil, eu tentava mostrar para ela os "furos" nas coisas que ele falava. Eles estavam envolvidos há menos de um mês e ele jurava que ia terminar com a namorada (?) de 10 anos (o namoro, não a namorada) para casar com ela. Sim. Ele prometeu casamento e criar o filho dela. Suspeitíssimo.

Entre outras coisas, dizia que iria à casa dela conversar com a mãe dela, que estava apaixonado, enfim, todas essas frases de efeito supermanjadas, que todo homem usa para tentar levar uma mulher para a cama. E ela foi, inclusive muito depressa, para os finalmente com ele (que era só o que ele queria, óbvio).

Mas, apaixonada que estava, e se jogando de cabeça, acreditava em tudo que ele falava. Inclusive nas histórias mais absurdas que se possa imaginar. Chegou a brigar e enfrentar o mundo "em nome desse amor". Já estava quase a ponto de fazer o enxoval. Ok.

Eis que eu, em todo esse tempo, tentei alertá-la, de maneira educada -- e não como umas "amigas" dela por aí que só sabiam chamá-la de burra e coisas piores. Não que ela não seja, mas eu não falo isso na cara de uma amiga, pois existem formas mais inteligentes e menos agressivas de alertar uma pessoa.

Bem, o resumo da ópera é que, lógico, o cara não terminou com a mulher/namorada/sei-lá-o-quê dele, ficou 20 dias desaparecido, e depois resolveu ressurgir das cinzas (não como a Fênix, pois seria uma ofensa para nossa X-Girl), com um milhão de conversinhas moles novamente, tentando claramente fazê-la de otária.

But, that's my point. Ela, no momento em que ele foi conversar com ela, fez-se de durona, xingou, tentou humilhá-lo, tentou ofender, usou de todas as palavras mais ásperas que conhecia, e jurou nunca mais olhar na cara dele. E também tentou fazer com que eu acreditasse nisso. Logo eu, sua amiga de tantos anos, que a conheço tão bem, e nos últimos tempos já desci do salto e mandei ela acordar para a vida, que esse cara não valia um quilo de feijão carunchado. Mas beleza, é lógico que ela finge que ouve, mas não põe nada em prática (então não sei pra que diabos pede conselhos).

Mas, ocorre que, dois dias depois dessa suposta conversa de lavagem de roupas sujas, ela o encontra novamente numa festinha da tchurma. E adivinhem o que ela faz? Não, não ganha um doce quem acertar. Até porque é bem óbvio, né. Ficou com ele de novo.

Quer dizer, ela bota a maior banca, se faz de gostosona, diz que o cara é um filho de uma mãe de reputação duvidosa, que nunca mais na vida quer sequer ouvir o nome dele, e na primeira oportunidade ela se derrete de novo pelos seus encantos (?).

Agora, vocês hão de convir comigo: essa pessoa não tem mais jeito. Ou eu sou um fracasso como conselheira, ou ela é um fracasso como "pessoa que tem pelo menos um mililitro de amor próprio".

Mas o que fazer quando a pessoa acha que é a protagonista de uma história de amor-impossível-mas-que-no-final-dá-certo da novela das 8h?

What the fuck?

Quando eu penso que nada mais de esquisito pode acontecer comigo, Murphy me prova o contrário.

Só para avisar: estou correndo seríssimos riscos de vida (ou de morte, como preferem alguns).

Ocorre que a minha queridíssima diarista, que vai lá em casa todos os sábados, nesse final de semana deve ter fumado uma erva boa devia estar com algum problema muito grave que impedia sua concentração no trabalho.

Ao fazer a faxina básica, a anta coitada não encontrou a cera de passar no chão -- que por sinal estava guardada no mesmo lugar de sempre --, mas para garantir que o piso da minha casa ficasse brilhante, ela teve uma ideia mais brilhante ainda: passar lustra-móveis. Sim, lustra-móveis. No chão!!!

O piso da minha casa está mais liso que bagre ensaboado.

Isso é praticamente uma tentativa de homicídio. Sério. Porque eu não sei como eu ainda não me estatelei no chão, mais esparramada que batatinha quando nasce e bati a nuca, tendo morte instantânea.

Sem contar que lustra-móveis é bem baratinho, né?!

People suck.

Eu faço essa cara de quem acha tudo um saco, e é porque de fato eu acho mesmo. Dia após dia, o ser humano me decepciona mais e mais.

Odeio viver em um mundo onde só o dinheiro importa, onde as pessoas querem ser umas melhores que as outras e se acham no direito de pisar em quem quer que seja para alcançar seus objetivos.

Um mundo de pessoas vazias, fúteis e preocupadas apenas com a aparência e o status. Um lugar onde um não se preocupa em magoar o outro, e só quer saber de ser "diferente" e "original". Nada contra as pessoas que se destacam por sua personalidade ímpar -- o que, aliás, eu admiro muito --, mas tudo contra as pessoas que forçam a barra para tentar vender uma imagem do que não são.

Tudo que eu consigo sentir em relação a muitas pessoas é nojo. Não que eu me ache melhor que elas, não acho que sou melhor que ninguém, só que eu não admito arrogância e prepotência, complexo babaca de superioridade. Quando você morrer, vai apodrecer, assim como todo mundo. Assim como aquele porteiro do seu prédio de quem você nem olha na cara e mal sabe o nome. Assim como o motorista do ônibus a quem você sequer dá bom dia. Assim como aquela sua colega de trabalho de quem você ri porque a acha brega. Sim, do pó viestes e ao pó voltarás.

Hoje, ouvindo I am Mine, do Pearl Jam, fiquei refletindo sobre o egoísmo e o egocentrismo humano. A cada dia mais eu tenho a nítida impressão -- ou a certeza, arrisco dizer -- de que as pessoas só se preocupam com elas mesmas, com o que elas acham certo ou têm vontade de fazer. Ninguém mais quer saber se está desrespeitando o espaço alheio, se a sua atitude tem consequências maiores ou até mesmo graves para outras pessoas. Todo mundo compra máscara para não pegar a gripe suína, mas está se lixando para as crianças que morrem diariamente de fome e de outras inúmeras moléstias na Etiópia, por exemplo.

Sinceramente, cansei.

Inspiração

Eu dependo de inspiração para viver. Não apenas para trabalhar. Mas para viver.

A inspiração pode vir de qualquer lugar. De uma boa música, de um filme, de uma situação que aconteceu comigo (ou com outra pessoa, tanto faz).

Mas quando eu mais preciso, a inspiração me falta.

As palavras fogem. O desânimo se instala. A apatia parece me dominar. E assim tem sido com frequência.

E que o fim-de-semana cure todos os nossos males. Amém.

Apologias ridículas

Hoje lembrei da música do Nirvana, que diz "why sould I be all apologies?", e de certa forma eu me identifiquei. Eu sei que vai ter gente me odiando por causa desse post, mas eu quero apenas expressar minha opinião e como eu me sinto.

Dias atrás, li um post no blog do Felipe Neto, o Controle Remoto, em que ele reclamava do quanto nós, os heterossexuais, estamos sofrendo com uma inversão de valores, em que quem não apoia o homossexualismo é praticamente marginalizado nos dias atuais.

De certa forma, eu me sinto assim também na maioria do tempo, e em relação a diversas questões.

Hoje travou-se uma discussão aqui no trabalho a respeito da legalização da maconha. E eu vou dizer a real: eu sou contra. Sim, assim como eu adoraria que aprovassem de vez uma lei federal antifumo, a exemplo da lei estadual recentemente sancionada no estado de São Paulo.

E eu vou falar a real. Eu, como não-fumante, me irrito profundamente com pessoas fumando ao meu lado. Sim, fede. Sim, incomoda quem não fuma. Sim, arde o nosso nariz quando somos obrigados a inalar a fumaça do cigarro alheio. Porque quem fuma não se incomoda com uma pessoa não-fumante ao seu lado, afinal de contas, não estamos fazendo nada que disturbe a sua paz. Mas nós, não-fumantes, não temos escolha, respirar é inerente à nossa sobrevivência, portanto muitas vezes não podemos escapar. E quem é que SEMPRE tem que sair de perto nesses casos? Sim, nós, pois os fumantes não se tocam.

Eu acho um absurdo imenso que em determinados lugares fechados -- como baladas e afins -- ainda se possa fumar no interior, visto que a maioria tem ar-condicionado e, portanto, não ventila. Além de cigarro ser nojento, é uma questão de saúde. Você, fumante, inspira toda aquela toxicidade com filtro. Nós, sem. Vocês sabiam que 2% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em fumantes passivos? Ou seja, naquelas pessoas que, assim como eu, detestam cigarro, mas por conviver perto de fumantes, acabam sendo vítimas dessas porcarias todas contidas naquele rolinho pelo qual vocês pagam uma fortuna para autodestruir sua saúde (e a nossa).

O pior de tudo é que muitos fumantes são mal-educados. A atitude de sair para longe ao acender um cigarro deveria ser automática se você está perto de pessoas que não fumam. Queria ver se eu parasse do seu lado e começasse a peidar. Você não ia gostar, não é? Pois é.



Agora, entra essa questão da maconha. SUPONHAMOS que a maconha venha a ser legalizada e tratada da mesma forma que o cigarro. Eu me sentiria profundamente incomodada e desrespeitada se um maconheiro (ou maconhista), ou fumante de maconha, ou seja lá que porra de nome darão para os fumantes-de-maconha-legalizados, acendesse um baseado do meu lado no restaurante, no ponto de ônibus, ou em qualquer outro lugar. Eu não gostaria de chegar ao trabalho com aquele cheiro impregnado na minha roupa, e eu acharia tremendamente absurdo um colega de trabalho chegar à empresa chapado e fedendo a maconha. O cheiro do cigarro por si só já me incomoda. Imagina o seu colega de trabalho -- que sai para fumar a cada 15 minutos -- ir "dar um tapinha" no meio do expediente.

Como seria feito esse controle?

Não vou entrar no mérito do homossexualismo hoje, como eu citei no começo do post, mas é mais um tema que eu vou querer debater aqui mais pra frente.

Sobre essa questão da maconha, sinceramente, eu não vejo uma forma de isso ser feito sem transformar-se num transtorno até mesmo pior que o dos cigarros convencionais.

Desculpem-me os fumantes, eu não "odeio" vocês, até mesmo porque meu próprio pai é fumante, mas ele sabe muito bem o quanto eu reprovo esse vício dele, que, sim, é possível de largar.

O que eu quero dizer aqui, afinal de contas, é o quanto nós, pessoas "normais", estamos sendo a cada dia mais reprimidas numa sociedade hipócrita que vem tentando promover uma "igualdade" impossível. Eu não acho que sou retrógrada, talvez seja um pouco conservadora, mas eu não quero chegar ao ponto de ter de me trancar em casa por não ter mais opções para onde sair no final de semana sem ser incomodada pelo cigarro ou possivelmente pelo fedor (SIM, MACONHA FEDE A PODRE) de um baseado sendo queimado do meu lado.
Sou sempre eu mesma, mas não sou sempre a mesma!.
 
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