
Hoje lembrei da música do Nirvana, que diz
"why sould I be all apologies?", e de certa forma eu me identifiquei. Eu sei que vai ter gente me odiando por causa desse
post, mas eu quero apenas expressar minha opinião e como
eu me sinto.
Dias atrás, li um post no blog do Felipe Neto, o
Controle Remoto, em que ele reclamava do quanto nós, os heterossexuais, estamos sofrendo com uma inversão de valores, em que quem não apoia o homossexualismo é praticamente marginalizado nos dias atuais.
De certa forma, eu me sinto assim também na maioria do tempo, e em relação a diversas questões.
Hoje travou-se uma discussão aqui no trabalho a respeito da legalização da maconha. E eu vou dizer a real:
eu sou contra. Sim, assim como eu adoraria que aprovassem de vez uma lei federal antifumo, a exemplo da lei estadual recentemente sancionada no estado de São Paulo.
E eu vou falar a real. Eu, como não-fumante, me irrito
profundamente com pessoas fumando ao meu lado. Sim, fede. Sim, incomoda quem não fuma. Sim, arde o nosso nariz quando somos
obrigados a inalar a fumaça do cigarro alheio. Porque quem fuma não se incomoda com uma pessoa não-fumante ao seu lado, afinal de contas, não estamos fazendo nada que disturbe a sua paz. Mas nós, não-fumantes, não temos escolha, respirar é inerente à nossa sobrevivência, portanto muitas vezes não podemos escapar. E quem é que
SEMPRE tem que sair de perto nesses casos? Sim, nós, pois os fumantes não se tocam.
Eu acho um absurdo imenso que em determinados lugares fechados -- como baladas e afins -- ainda se possa fumar no interior, visto que a maioria tem ar-condicionado e, portanto, não ventila. Além de cigarro ser
nojento, é uma questão de saúde. Você, fumante, inspira toda aquela toxicidade com filtro. Nós, sem. Vocês sabiam que 2% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em fumantes passivos? Ou seja, naquelas pessoas que, assim como eu, detestam cigarro, mas por conviver perto de fumantes, acabam sendo vítimas dessas porcarias todas contidas naquele rolinho pelo qual vocês pagam uma fortuna para autodestruir sua saúde (e a nossa).
O pior de tudo é que muitos fumantes são mal-educados. A atitude de sair para longe ao acender um cigarro deveria ser automática se você está perto de pessoas que não fumam. Queria ver se eu parasse do seu lado e começasse a
peidar. Você não ia gostar, não é? Pois é.

Agora, entra essa questão da maconha. SUPONHAMOS que a maconha venha a ser legalizada e tratada da mesma forma que o cigarro. Eu me sentiria
profundamente incomodada e desrespeitada se um maconheiro (ou maconhista), ou fumante de maconha, ou seja lá que porra de nome darão para os fumantes-de-maconha-legalizados, acendesse um baseado do meu lado no restaurante, no ponto de ônibus, ou em qualquer outro lugar. Eu não gostaria de chegar ao trabalho com aquele cheiro impregnado na minha roupa, e eu acharia tremendamente absurdo um colega de trabalho chegar à empresa chapado e fedendo a maconha. O cheiro do cigarro por si só já me incomoda. Imagina o seu colega de trabalho -- que sai para fumar a cada 15 minutos -- ir "dar um tapinha" no meio do expediente.
Como seria feito esse controle?
Não vou entrar no mérito do homossexualismo hoje, como eu citei no começo do post, mas é mais um tema que eu vou querer debater aqui mais pra frente.
Sobre essa questão da maconha, sinceramente, eu não vejo uma forma de isso ser feito sem transformar-se num transtorno até mesmo pior que o dos cigarros convencionais.
Desculpem-me os fumantes, eu não "odeio" vocês, até mesmo porque meu próprio pai é fumante, mas ele sabe muito bem o quanto eu reprovo esse vício dele, que, sim, é possível de largar.
O que eu quero dizer aqui, afinal de contas, é o quanto nós, pessoas "normais", estamos sendo a cada dia mais reprimidas numa sociedade hipócrita que vem tentando promover uma "igualdade" impossível. Eu não acho que sou retrógrada, talvez seja um pouco conservadora, mas eu não quero chegar ao ponto de ter de me trancar em casa por não ter mais opções para onde sair no final de semana sem ser incomodada pelo cigarro ou possivelmente pelo fedor (SIM, MACONHA FEDE A PODRE) de um baseado sendo queimado do meu lado.