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Carência

Ainda incorporando o espírito terapeuta sentimental barata, estive refletindo sobre a carência.

A carência é o grande mal da humanidade. Nós, animais irracionais que somos, guiados na maioria das vezes apenas pelo coração, e raramente pela razão, nos deixamos cometer atitudes ridículas por pura carência.

O primeiro sintoma de carência crônica é o ataque de estrelismo. Pessoas que fazem de um tudo para aparecer nada mais são que carentes incuráveis. Atualizações do orkut de hora em hora, nicks melodramáticos no MSN, ou pior, frases clichês, do tipo "não trate como prioridade quem te trata como opção". Tudo carência, solidão.

Mania de chamar todo mundo de "amigoooo"; "miga"; "miguxo"; "amor"; etc. Esse puxa-saquismo exagerado é pura falsidade e, novamente, carência, vazio.

Câmera fotográfica sempre à mão. Seja para um passeio no shopping ou no trabalho. Crise de "tenho que fotografar tudo para mostrar como minha vida é badalada".

Excesso de vaidade, como uma hora de maquiagem todo dia, não sair de casa sem chapinha, ter que comprar roupas compulsivamente. Carência. Sentimento de que ninguém a achará bonita sem milhares de artificialidades.

Sorrisos forçados e necessidade de agradar a gregos e troianos. Falsidade e carência extremas.

Não saber ficar sozinha, em ambos os sentidos, inclusive no sentido de solteira; achar que todo homem que aparece é para a vida toda; achar que se "perder" esse, nunca mais vai encontrar ninguém. Preciso repetir o que é?

Por carência, pessoas traem, magoam, sofrem. Será esse um mal incurável?

Apologias ridículas

Hoje lembrei da música do Nirvana, que diz "why sould I be all apologies?", e de certa forma eu me identifiquei. Eu sei que vai ter gente me odiando por causa desse post, mas eu quero apenas expressar minha opinião e como eu me sinto.

Dias atrás, li um post no blog do Felipe Neto, o Controle Remoto, em que ele reclamava do quanto nós, os heterossexuais, estamos sofrendo com uma inversão de valores, em que quem não apoia o homossexualismo é praticamente marginalizado nos dias atuais.

De certa forma, eu me sinto assim também na maioria do tempo, e em relação a diversas questões.

Hoje travou-se uma discussão aqui no trabalho a respeito da legalização da maconha. E eu vou dizer a real: eu sou contra. Sim, assim como eu adoraria que aprovassem de vez uma lei federal antifumo, a exemplo da lei estadual recentemente sancionada no estado de São Paulo.

E eu vou falar a real. Eu, como não-fumante, me irrito profundamente com pessoas fumando ao meu lado. Sim, fede. Sim, incomoda quem não fuma. Sim, arde o nosso nariz quando somos obrigados a inalar a fumaça do cigarro alheio. Porque quem fuma não se incomoda com uma pessoa não-fumante ao seu lado, afinal de contas, não estamos fazendo nada que disturbe a sua paz. Mas nós, não-fumantes, não temos escolha, respirar é inerente à nossa sobrevivência, portanto muitas vezes não podemos escapar. E quem é que SEMPRE tem que sair de perto nesses casos? Sim, nós, pois os fumantes não se tocam.

Eu acho um absurdo imenso que em determinados lugares fechados -- como baladas e afins -- ainda se possa fumar no interior, visto que a maioria tem ar-condicionado e, portanto, não ventila. Além de cigarro ser nojento, é uma questão de saúde. Você, fumante, inspira toda aquela toxicidade com filtro. Nós, sem. Vocês sabiam que 2% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em fumantes passivos? Ou seja, naquelas pessoas que, assim como eu, detestam cigarro, mas por conviver perto de fumantes, acabam sendo vítimas dessas porcarias todas contidas naquele rolinho pelo qual vocês pagam uma fortuna para autodestruir sua saúde (e a nossa).

O pior de tudo é que muitos fumantes são mal-educados. A atitude de sair para longe ao acender um cigarro deveria ser automática se você está perto de pessoas que não fumam. Queria ver se eu parasse do seu lado e começasse a peidar. Você não ia gostar, não é? Pois é.



Agora, entra essa questão da maconha. SUPONHAMOS que a maconha venha a ser legalizada e tratada da mesma forma que o cigarro. Eu me sentiria profundamente incomodada e desrespeitada se um maconheiro (ou maconhista), ou fumante de maconha, ou seja lá que porra de nome darão para os fumantes-de-maconha-legalizados, acendesse um baseado do meu lado no restaurante, no ponto de ônibus, ou em qualquer outro lugar. Eu não gostaria de chegar ao trabalho com aquele cheiro impregnado na minha roupa, e eu acharia tremendamente absurdo um colega de trabalho chegar à empresa chapado e fedendo a maconha. O cheiro do cigarro por si só já me incomoda. Imagina o seu colega de trabalho -- que sai para fumar a cada 15 minutos -- ir "dar um tapinha" no meio do expediente.

Como seria feito esse controle?

Não vou entrar no mérito do homossexualismo hoje, como eu citei no começo do post, mas é mais um tema que eu vou querer debater aqui mais pra frente.

Sobre essa questão da maconha, sinceramente, eu não vejo uma forma de isso ser feito sem transformar-se num transtorno até mesmo pior que o dos cigarros convencionais.

Desculpem-me os fumantes, eu não "odeio" vocês, até mesmo porque meu próprio pai é fumante, mas ele sabe muito bem o quanto eu reprovo esse vício dele, que, sim, é possível de largar.

O que eu quero dizer aqui, afinal de contas, é o quanto nós, pessoas "normais", estamos sendo a cada dia mais reprimidas numa sociedade hipócrita que vem tentando promover uma "igualdade" impossível. Eu não acho que sou retrógrada, talvez seja um pouco conservadora, mas eu não quero chegar ao ponto de ter de me trancar em casa por não ter mais opções para onde sair no final de semana sem ser incomodada pelo cigarro ou possivelmente pelo fedor (SIM, MACONHA FEDE A PODRE) de um baseado sendo queimado do meu lado.

Dia das mães - protesto!

É, meus caros, o dia das mães está chegando. Se você é um filho desnaturado ainda não comprou nada para a sua querida progenitora, apresse-se.

Não, eu não sou uma vendedora das Casas Bahia. Muito pelo contrário. Hoje escrevo para dizer o quanto me revoltam essas "promoções" para o dia das mães.

Jogo de panelas; multiprocessadores de alimentos; faqueiros; geladeira; fogão; ferro de passar; liquidificador; lavadora de roupas; etc.

Quem the hell disse que isso é presente que se dê para a mãe? Por acaso a sua mãe é empregada doméstica? Não, sério, eu fico indignada com essas coisas.

Qual foi o espertalhão que ainda não percebeu que hoje em dia as mães são mais que donas-de-casa? A maioria das mulheres hoje trabalha, se sustenta, muitas vezes ganha mais que o marido, vive na maior correria, e de quebra ainda cuida dos filhos. E da casa também, sim. Mas não venha me dizer que é porque sua mãe estava precisando de um ferro novo. À PQP com um ferro novo.

As mães, assim como todas as mulheres, gostam de presentes que as façam sentir-se mais femininas, bonitas, inteligentes, valorizadas. E não um monte de tranqueiras domésticas.

Sua mãe está precisando de um liquidificador novo? Ótimo, só não compre isso de dia das mães para ela.

Que tal você experimentar levar sua mãe a um lugar que ela adora? A um restaurante gostoso? Ou então dar aquele presente com o qual ela vem sonhando? Uma bolsa, um sapato, um perfume, um livro, qualquer coisa, menos um fuckin ferro de passar, por favor.

Uma vez, um vizinho meu deu uma enxada de presente para a mulher no aniversário. O que você faria com uma porcaria dessas se seu marido te desse de "presente"? Capinaria o quintal? Desculpe, eu arrebentaria a cabeça dele. Mas credo.

Então, gente, está dado o recado. Sua mãe merece mais, muito mais. E até mais do que você pode dar, com certeza. Mas dê algo que a faça feliz, e não que vá atender principalmente aos seus interesses pessoais, ou aos da família toda. Domingo é o dia dela, só dela. Então, mime-a, e de preferência com um presente bem original. Fui clara?

Aliança de compromisso

Hoje queria compartilhar uma experiência pessoal aqui no blog, enquanto as coisas no trabalho não se desenrolam.

Há cerca de um mês eu e meu namorado estamos usando aliança de compromisso. Eu sempre achei lindo usar aliança, mas quando comecei a namorar com o meu digníssimo, eu sabia que ele não gostava. Então, nunca forcei a barra. Só um adendo: eu sou do tipo de pessoa que, ou você faz algo por mim de coração, ou não faz, eu não insisto; odeio que façam qualquer coisa por mim por obrigação. Não tem graça, sabe?

Voltando ao assunto. Então, no nosso aniversário de três anos de namoro, ele me surpreendeu com uma caixinha com as duas alianças. Fiquei emocionada, de verdade. Achei uma atitude linda da parte dele, porque ele sentiu vontade de me dar o presente e de usar. Na ocasião, ele contou que já estava com vontade de me presentear com as alianças há algum tempo, mas pensou que eu ficaria chateada por ele, nas palavras dele próprio, ter demorado tanto.

Besteira. Eu fiquei felicíssima mesmo. Principalmente porque era algo que nem passava pela minha cabeça. Eu achava que nós simplesmente não usaríamos e pronto. Que, se chegássemos a noivar um dia, aí sim, colocaríamos as alianças de ouro. E aí ele foi lá e me surpreendeu.

Então, caso sirva de conselho para alguém, eu digo... meninas, não forcem seus namorados a nada. Eu deixo meu namorado muito à vontade, não o obrigo a me ver, não impeço de ver os amigos dele, e nós nos damos muito bem. Claro que ele tem bom senso e não exagera, mas com essa atitude de cumplicidade a gente vive muito tranquilamente e ele sempre me pede opinião pra tudo, sempre pergunta se eu vou ficar chateada se ele fizer tal coisa, e vice-versa. E aí, eu sei que ele demonstra e faz coisas por mim de coração, o que me deixa muito contente.

Já presenciei casos e casos (inclusive de amigos próximos) que um fica querendo sufocar o outro, querendo que o outro viva só pra satisfazer as suas vontades, e os relacionamentos não foram adiante.

Claro que não sou a mais expert no assunto, mas posso afirmar que sou bem feliz no meu namoro, e acho que, salvo exceções, ajo da maneira correta, e obtenho o feedback.

Agora vamos voltar pra labuta, né?!
Sou sempre eu mesma, mas não sou sempre a mesma!.
 
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