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Quente ou frio?

Se tem uma coisa que me tira do sério são mudanças bruscas de temperatura.

Mas não estou me referindo às mudanças meteorológicas, que também são um saco. Como diz o cara que fica puto, é uma merda quando num dia está um frio do caralho e no outro dia um puta dum calor. Prefiro ter um filho viado que um filho do departamento meteorológico.

Anyway, como não cabe a nós, meros mortais, querer mudar o clima — apesar de que o estamos mudando para pior, com toda a emissão de gases de efeito estufa e bla bla bla —, volta e meia utilizamo-nos de aparatos eletrônicos para tentar amenizar o nosso sofrimento com o calor excessivo, ou o frio, dependendo da região.

Como eu moro em Foz do Iguaçu, uma cidadezinha quente pra caralho capaz de fazer o próprio diabo achar o inferno um lugar fresquinho, ar-condicionado aqui não é artigo de luxo, é item de primeira necessidade. É verdade, no verão aqui os termômetros passam dos 45°C brincando.

Mas o que me irrita mesmo nisso tudo é gente exagerada. Ultimamente o clima até que anda bem agradável, sabe como é? Afinal de contas, é outono. Excluindo-se o fato de que manhã é bem frio e de tarde esquenta a lot, não é nada comparado com os terríveis verões que enfrentamos.

Pois bem. Eis que no meu trabalho tem uma certa senhora obesa e com pressão alta que sempre está morrendo de calor. Vejam bem, não é com calor, é morrendo de calor, desesperadamente, suando.

E como Murphy me adora, a mesa dela é em frente à minha. Mais precisamente, grudada à minha. E eu, como não tenho toda aquela camada adiposa como ela, sinto frio, como uma pessoa normal, especialmente com o ar-condicionado ligado no modo Polo Norte e voltado todo para mim.

Pois é. Hoje à tarde, por exemplo, o ar ligado na ventilação era mais que suficiente. Todos na sala estavam satisfeitos. Mas não, ela tem que começar a reclamar e a passar a mão na testa falando: "olha aqui, ó, eu tô suando". E a vontade de falar "whatafuck eu tenho com isso?", né?!

E aí, ela vai lá, e liga o ar no modo congelante, com o vento todo em cima de mim, só de mim — porque ela jura que não vai nela —, e acha que tá na razão. E isso acontece todos os dias.

Com isso, óbvio, eu já começo a nem conseguir trabalhar direito mais, né. Minhas mãos e meus pés começam a ficar congelados, aquele vento gelado na minha cara começa a me dar dor de cabeça, e até os meus papéis de anotação em cima da mesa chegam a se mexer, dado o vento que bate em mim.

Eu tenho uma raiva tão grande, mas tão grande. Detesto esse tipo de exagero. Parece que a pessoa nunca viu um ar-condicionado na vida. Além do mais, ela não entende que ar-condicionado foi feito para refrigerar o ambiente, não para fazer vento. Se ela quer vento, por que diabos não compra um ventilador de mesa, então? Ou um leque. Ou vai fazer um regiminho, né?! Me poupe!

Odeio gente folgada

Se tem uma coisa que me tira do sério é gente preguiçosa. Especialmente no trabalho.

Como capricorniana convicta que sou, detesto moleza. Se tá na chuva, é pra se molhar, benzinho.

Aqui em um dos meus trabalhos (eu tenho dois), tenho um colega muito preguiçoso. Ele finge que trabalha o tempo inteiro. Mas eu sei que ele não faz porcaria nenhuma. Eu não sei como ele consegue ficar oito horas por dia com a bunda na cadeira olhando pra esse computador sem produzir nada.

Só para explicar, nós trabalhamos com demanda/produtividade. Enquanto eu trabalho cinco horas, faço tipo oito vezes mais coisas que ele.

Mas parece que só eu vejo isso. Não sei.

Meu chefe não fica aqui direto, e esta semana ele está de "licença", pois acabou de se casar.

O pior de tudo é que ele, embora não trabalhe, é o mestre na "engenharia social", sabem como é? Puxa o saco de todo mundo e acha que é entendido de todos os assuntos, com direito a dar pitaco nas coisas que ele não tem a menor ideia do que se trata.

Hoje mesmo ele fez uma cagada e saiu colocando a culpa nos outros. Ele nunca admite que está errado, e também não ouve quando falamos as coisas para ele.

Minha paciência está "no talo".

Unhas quebradas e carro cagado

Excelente!

Passei a semana toda cuidando para que minhas unhas não quebrassem, pois tenho um casamento para ir neste final de semana. Como na semana passada não fui ao salão, o jeito foi dar uma arrumadinha em casa mesmo. Sabe como é, uma lixadinha básica e uma base fortalecedora só para manter. Sem tempo e paciência para tirar as cutículas e etc. por conta própria (coisa que exige uma exímia habilidade, especialmente ao manusear os utensílios com a mão esquerda), deixei no "básico" mesmo.

Mas não deu outra. Óbvio.

Como Murphy (há 60 anos aterrorizando nossas vidas) não falha, hoje todas — leia-se TODAS — as minhas unhas quebraram nos cantos. Eu já havia marcado salão para amanhã e tudo, já estava pensando em qual cor de esmalte vou usar para combinar com o vestido, etc., elas estavam enormes, parelhas, lindas, ficariam um show depois de bem feitinhas, e as danadas agora estão curtinhas. Tive que dar aquela lixada para acertar, e ficaram no cotoco. É a vida, né.

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Como se não bastasse, tenho que ficar aturando gente chata e inconveniente se metendo na minha vida. Acho que vou lançar a campanha "Tenha um gato. Assim você cuida das sete vidas dele, ao invés de cuidar da minha".

Vejam se não é para ficar indignada.

Eu sempre estaciono meu carro debaixo de árvores, afinal esse sol de derreter a moleira não é fácil. E aí, é óbvio, os passarinhos fazem a festa. Cagam até o cocô que não têm. E um desses mothafucka deles (ou uma gangue de passarinhos, pelo jeito) resolveu ter uma diarréia no meu carro.

E é claro que eu vi, e é claro que eu estou consciente de que preciso lavar o carro. Mas eu simplesmente não tive tempo essa semana. Eu sempre levo o carro pra lavar — ou, quando estou empenhada, lavo em casa — no fim de semana. Inclusive, isso também está nos meus planos para amanhã.

Eis que ontem ou anteontem um colega do trabalho comentou assim:
"Nossa, J., os passarinhos capricharam no teu carro, né". Aí eu falei "pois é, você viu que foda" e tal.. tudo normal, apenas um comentário.
Quando de repente, não mais que de repente, outro se intrometeu: "mas está assim desde a semana passada!".

É nessas horas que eu tenho vontade de descer do salto e dizer "tá, meu filho, e seu pinto vai cair podre por causa disso? O que você tem a ver com o MEU carro?"

Mas, respondendo educadamente, apenas disse que não tive tempo ainda para cuidar desse probleminha. Então, numa nova falta total de semancol, o animal indivíduo intrometido continuou: "ah, mas tem aqui perto ali em tal lugar", indicando onde tinha um lavacar.

Só que tem um porém, amigão! Eu não lavo meu carro em qualquer lugar que eu não conheço (sou desconfiada com essa história de fazerem cópias da chave, etc.), E além do mais, eu gosto de levar e buscar pessoalmente o "possante"... não gosto que os outros o dirijam. Sim, eu sou ciumenta. E principalmente eu tenho aguentado a situação porque por dentro ele está limpinho!

Tudo bem, a conversa ficou nisso naquele dia.

Mas, não satisfeito em encher o meu saco uma vez, ele teve que voltar no assunto, com muita "sutileza", sabem como é?

Estava eu aqui hoje tranquilamente trabalhando, e ele estava se preparando para sair para um trabalho externo. Então, olhou para a minha cara, e disparou, com muita ironia: "e aí, J., quer aproveitar pra lavar o carro?".

Pediu. Pediu para levar um "coice". Paciência tem limite, e a minha mais ainda. Não suporto que pessoas que não têm absolutamente NADA a ver com a minha vida venham me dizer o que eu devo ou não devo fazer. Isso é um problema exclusivamente meu, e se eu não pedi opinião, é porque não a quero. Quando eu preciso de um parecer alheio sobre qualquer coisa, eu peço sem problemas.

Mas, se nem meu pai se dá ao luxo de se meter na minha vida, o que um estranho pensa que é para dar pitaco nas minhas coisas? Não suporto isso. Sinceramente, fico fora do sério, de tanta raiva. Acho que já deu pra essa sexta, né?!

Tudo que eu quero é que esse dia acabe logo. Chega de estresse essa semana. Hell.

Fala baixo nesse telefone!

Sabe aquele quadro da Praça é Nossa (ainda passa?) em que o baixinho fica gritando ao telefone e atrapalhando o polacão feioso nas suas conversas? Então.

Se tem uma coisa que me irrita muito são pessoas que gritam ao telefone.

Por definição, segundo o dicionário, telefone é um substantivo masculino, que significa: "Instrumento que permite reproduzir, à distância, a voz humana ou qualquer outro som".

Ou seja, se o telefone foi feito justamente para que você possa conversar com uma pessoa que não está próxima de você, por que diabos as pessoas insistem em gritar ao telefone?

Sério, isso é altamente indignante. Ainda mais quando você trabalha numa sala enorme, cheia de gente, com as mesas praticamente coladas uma na outra. (Não, não sou atendente de telemarketing, graças a Deus)

Aí uma corna colega sua de trabalho, que fica na sua frente, pega o telefone e pensa que é megafone, e você sequer consegue se concentrar no que está fazendo, quiçá ouvir a pessoa que fala contigo no seu próprio telefone — ligação da qual dependem todas as informações de que você precisará para fazer o seu trabalho.

Eu já detesto telefone, e odeio mais ainda gente que grita ao telefone. Se for pra gritar assim, então não precisa de telefone, né, grita que o outro ouve do outro lado da cidade.

Damn.

Transtornada no trânsito

Se tem uma coisa que me tira do sério é o trânsito. Não o trânsito em si, mesmo que seja no horário do rush, mas sim os motoristas.

Tem gente que, no volante, vira um verdadeiro boçal.

Pensando bem, acho que o comportamento das pessoas no trânsito apenas reflete o que elas são na vida real. Mas um pouco acentuado.

Parece que muitas pessoas descontam suas frustrações no pobre carro. E nos outros.

Diariamente, eu fico me perguntando por que as pessoas agem dessa forma. Hoje mesmo, quando estava vindo para o trabalho, um cara filho da puta deu um belo exemplo do que estou me referindo. Vinha eu, tranquilamente, por uma das vias rápidas da cidade, que tem três faixas. Eu dirigia pela do meio. Eis que, de repente, à minha frente, surge um carro, simplesmente parado entre a pista da direita e a pista onde eu estava. Não contente em atrapalhar o tráfego em uma das pistas, ele atrapalhava nas duas, pois o carro estava parado bem em cima da linha divisória, deixando quase metade do veículo dele na pista em que eu estava.

Simplesmente por puro reflexo, freei com tudo, pois não tinha como jogar o carro para a esquerda, já que vinham muitos outros veículos por ali. Ainda cheio de razão, o corno o cara enfiou o bração para fora da janela e mostrou o dedo para mim, como se não soubesse por que levou uma buzinada na orelha.

Quer dizer, o animal, ao invés de se preocupar em tirar a porra do seu carro do meio do caminho, e já que queria ficar parado, procurar um local onde fosse permitido estacionar (porque ali não era), usou seu braço para fazer um gesto mal-educado, sendo que o errado era ele.

Eu não sei que tipo de problema este homem teve hoje. E sinceramente não me interessa. Eu trabalho em dois empregos. Saí do primeiro às 13h e sei lá quantos minutos, atrasada para chegar no outro, que fica a uns 20 quilômetros de distância. E tudo isso sem almoço. Com certeza meu dia também não estava sendo fácil, mas não é motivo para sair por aí fazendo cagadas e ainda querendo jogar em cima dos outros.

Mas eu não tenho paciência. Buzino mesmo. Eu cumpro estritamente todas as regras de trânsito. Não furo o sinal, não cruzo a preferencial alheia, uso o pisca corretamente, uso o cinto de segurança, e sequer dirijo falando ao celular. Não acho que deva achar normal que os outros fiquem me fechando, entrando na minha frente sem dar seta, ou então que furem a minha preferencial, colocando a minha vida em risco (e também o meu patrimônio, pois eu pago a duras penas a prestação do meu carrinho).

E eu xingo. Muito mesmo. Na maioria das vezes, mentalmente, pois é claro que não adianta berrar, a pessoa do carro ao lado não vai ouvir. Mas a minha vontade mesmo nessas horas é parar o carro e chamar a pessoa para a briga. Sair na porrada mesmo. Se eu pudesse, quebrava a cara do infeliz. Eu fico tão irritada que a minha adrenalina sobe horrores. Consigo visualizar na minha mente a surra que eu daria no mothafucka. hehe.

Podem ter certeza de que o trânsito e os motoristas ainda serão tema de muitos posts aqui, pois há vários aspectos que me estressam demais na maneira como as pessoas saem por aí ensandecidas como se fossem super-homens dentro de um carro.
Sou sempre eu mesma, mas não sou sempre a mesma!.
 
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