memories

Desligo o computador. Leio mais algumas crônicas do livro do Jabor (Amor é prosa; sexo é poesia). Olho para o cabideiro e os rabiscos atrás da porta do quarto. Velhos acessórios me remetem a tempos passados.

Um pedaço da minha história.


Em branquinho, caneta piloto e lápis de olho, estão lá os nomes de algumas das minhas bandas favoritas de alguns anos atrás. Tem também recadinhos de algumas amigas. Tudo ali registrado.

Várias vezes já pensei em lavar essa porta, raspar tudo e passar tinta nova, dando assim um aspecto mais higiênico ao ambiente. Mas ainda não tive a devida coragem de apagar essa pequena recordação.

Vejo ali pendurado também um cinto preto de tachinhas... ele combinava tão bem com o meu All Star no auge da minha adolescência! E também me traz muitas recordações!

Também noto que há muitas bolsas penduradas. Cada uma delas me acompanhou por certo tempo, em determinadas jornadas da minha vida. Carregaram vários objetos, como os cadernos da faculdade (e ainda da época do colégio!), estojos cheios de canetas coloridas, documentos e chaves, celular... e carregaram comigo minhas angústias, dificuldades, frustrações e conquistas.

Todas (as bolsas) foram aposentadas por invalidez ou tempo de serviço — ou ambos. Mas não consigo me desfazer delas. Minha mãe vive me pedindo para fazer uma "limpa", doar as coisas que não uso mais. Mas tenho esse péssimo defeito de guardar — e por que não dizer colecionar — coisas. A maioria não serve para nada. Mas digamos que eu me sinta mais "segura" e mais conectada comigo mesma assim.

Para tudo, levo certo tempo até ter coragem de eliminar. Eu chamaria de período de desapego.

Hoje percebo que tem sido assim com as pessoas também. No começo, eu sofro, mas depois vai passando o tempo, e eu me desapego das pessoas. Algumas me dão fortes motivos para isso, e aí é mais fácil — exceto quando eu não quero me distanciar de alguém, mas às vezes é inevitável.

Quem sabe uma parte das velhas bolsas, cintos e pessoas ganhem finalmente um destino... hoje, ou qualquer hora dessas.

3 transtornados opinaram:

F. disse...

Nada melhor do que fazer essa "limpa" e deixar coisas (e pessoas) novas entrarem na nossa vida.

:*

Irmãs disse...

Eu ainda tenho minhas bonecas, meu robô Arthur ( meio baleado, mas tá lá ), meu pianinho sem tecla alguma, minhas agendas da adolescencia e algumas bolsas também ... tudo está guardado em uma edícula que eu tenho aqui em casa. As vezes passo por lá. Também já tive vontade de me desfazer de tudo, mas sempre brinco com o pessoal que quero que façam um memorial quando eu morrer ... risos.

Beijos!

Sah

Liana disse...

ixi, pois eu chamei foi duas amigas e falei pra elas fazerem a "limpa" pra mim (já q eu não tinha coragem). Fizeram, não sinto falta de nada q se foi.

conclusão: é essencial fazer a "limpa" (pode começar com objetos e ir pra pessoas)

Sou sempre eu mesma, mas não sou sempre a mesma!.
 
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